Herdeiro ou fundador? O conflito de identidade de João Vasconcelos

Quem nunca se sentiu dividido entre honrar suas raízes e provar seu próprio valor no mundo moderno? João Vasconcelos é a personificação desse dilema universal. Jovem, tecnicamente preparado e ambicioso, ele retorna ao Douro não para repetir os passos do pai, mas para acelerá-los. Para João, as planilhas da Endeavor não são ameaças, mas mapas para o futuro que ele sempre desejou: uma Casa Vasconcelos global, eficiente e livre das incertezas do clima e do temperamento de Augusto.

Mas a jornada de João em Além das Vinhas é marcada por uma tensão silenciosa e crescente. Enquanto tenta mediar a venda da empresa para o gigante corporativo, ele começa a sentir o peso do que está prestes a ser perdido. Ele caminha na linha tênue entre ser o visionário que salvou a família da ruína e o filho pródigo que vendeu a história dos seus antepassados. Cada reunião com os consultores de Lisboa e cada visita ao vinhedo com o pai aumentam a pressão sobre seus ombros.

João nos faz questionar o que significa, de fato, ter sucesso. É o número final no contrato ou a capacidade de olhar para o espelho e reconhecer quem está do outro lado? Em meio a negociações de milhões e vinhos raros, ele terá que decidir se assina o papel como um executivo racional ou se escuta o chamado de um sangue que, talvez, fale mais alto do que a razão.

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